quarta-feira, 29 de outubro de 2008



*Photo: Carroll Seghers



Qualquer quarta

Para um certo ouriço.

Você longe.
Eu não sei o que faço.
Rabisco, então, certas querenças.

O poema imita o dia.

Você aqui.
Eu não sei o que faço
(quero fazer tudo).
Então, paro e simplesmente sinto.

O dia imita o poema.


5 comentários:

J.F. de Souza disse...

A Arte imitando a Vida
e a Vida imitando a Arte

Porque é válido
imitar
o que é bom...


=)

marcos pardim disse...

ao longe ou bem perto, dias que não sejam poemas não são dias, são apenas passagem vazia do tempo... bj

Rubens da Cunha disse...

boquiaberto aqui, tamanha a força e delicadeza do teu poema

Rayanne disse...

Perfeita.

**Estrelas**

Juliana Pestana disse...

E que assim seja. Amém!
:-)

Bjos meus.