terça-feira, 23 de setembro de 2008


*Photo: Lisa Spindler


L’art

Sou artista do infinito.
Em cena, sem ensaio.
Trago gizes nos bolsos
para colorir enganos
e pequenas lamparinas
para alumiar estréias
O enredo é bom, amor;
(a atriz é sofrível; mas
perseverante)

Se você quiser,
tem lugar no gargarejo.
Você me dá paciência,
e carinho no teu olhar.
Eu em troca ofereço,
malabarice clássica:
de comédias de fadas
à tragédias de quinta.

Em avant-première será teu,
por entre dias ímpares,
o melhor do meu improviso.

2 comentários:

Sandra Regina de Souza disse...

Aplausos!! Bis!!... Lindo poema no tablado da vida... a gente dança... (saudade de te ler!) beijoss

Paulo Viggu disse...

Moram nas "malabarices" os artistas do infinito. Empreste-me um giz que eu preciso escrever saudade, aqui. Beijo aí. Paulo Viggu